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Monday, June 7, 2010

Pesquisa feita pelo instituto Datafolha aponta que 45% dos brasileiros são contrários à punição aos agentes públicos que torturaram presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985). Outros 40% se disseram favoráveis à punição, enquanto 4% são indiferentes e 11% não opinaram. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Olha, esta pesquisa não traduz a realidade não. Do meu círculo de amizade, quase 100% quer ver os torturadores punidos. Você quer que torturadores covardes continuem impunes? Mas a Folha foi uma das financiadoras da ditadura e dos torturadores, daí seu amor por eles.


Você acredita mesmo no Datafolha?

Enquanto governos e sociedade organizada se debatem sobre metas para reduzir a emissão de poluentes e minimizar o efeito estufa, um movimento silencioso vem ganhando força. Desde novembro, o Banco Mundial tem em mãos um estudo detalhado sobre os efeitos das mudanças climáticas em toda a região costeira do Brasil que, sob a ótica da economia, apresenta as oportunidades do futuro para quem quiser ganhar dinheiro. No documento de quase 600 páginas, coordenado pela Coppe-UFRJ (Coordenação de Pós-graduação e Pesquisa), estão mapeadas as áreas que serão arruinadas economicamente e as que se transformarão em Eldorados. Para minimizar os danos, o Banco Mundial já sabe que será preciso desembolsar R$ 3 bilhões.


– Para a zona costeira, os problemas que temos são fáceis de resolver em termos de tecnologia. O maior deles é o custo político – narra Paulo Cesar Rosmam, coordenador do projeto, formalmente encomendado pela Embaixada Britânica. – É um custo baixo em relação ao patrimonio ameaçado, que é de R$ 200 bilhões.

Por patrimônio ameaçado, no estudo que uniu PUC-RJ, Inpe, UFCE, UFPE, UFRJ e outras excelências acadêmicas, entenda-se portos, mangues, casas, estradas, praias e lagoas da costa brasileira. Difícil, para Rosman, é conciliar as necessidades do planeta com o calendário eleitoral brasileiro.


– Infelizmente, não coincidem. A sociedade não cobra, não se organiza, não exige postura de seus governantes – lamenta. – Aqui, se constrói onde se quer, e não se leva em consideração as áreas de risco. A população humilde, os mais pobres são os que mais sofrerão com as mudanças nos regimes de chuvas. Vai chover tanto quanto chove hoje em dia, só que em vez de espaçadamente, a chuva virá concentrada, como em abril, no Rio e em Niterói.

Fonte: JB

R$ 3 bilhões é a conta para Brasil preparar seu litoral para um provável aumento da temperatura global

Já vou avisando que eu não comprei o gibi com a morte do Capitão América! Dei uma lida rápida na banca. Isso mesmo! Dei uma lida rápida na banca e não me arrependo disso. O dono da banca era conhecido meu e sabe que sempre compro alguma coisa no final, mas não isso. Já estou de saco cheio dessas revistas que vem falando da morte de algum super-herói para enganar os incautos, leiam-se leitores de quadrinhos, e depois o cara aparece firme e forte como se nada tivesse acontecido.
Os quadrinhos japoneses e europeus são mais honestos nisso do que os americanos.


Eram os idos de 1940 e as revistas em quadrinhos vendiam aos milhares dando lucros astronômicos para os donos das editoras; e somente para eles. Goodman, o dono do que futuramente viria a se chamar Marvel Comics, queria um herói patriótico, já existia um chamado Shield, e comentou isso com uma dupla de jovens que aproveitando uma idéia existente colocaram mais algum molho na sopa. Como assim? Joe Simon pegou a idéia do Shield, melhorando seu desenho, colocou o herói com as cores da bandeira americana e, ainda por cima, deu ao personagem um escudo com as mesmas cores, estava pronto o herói que veio a se chamar de Capitão América! Quem ele chamou para desenhar as primeiras páginas, fazer uma capa e mostrar para o chefão? Ninguém mais do que Jack Kirby! Os dois arrebentaram!

Kirby nunca pode freqüentar as escolas de arte e estudar anatomia, sendo assim, ele aprendeu com e experiência do dia a dia. Quando desenhava fazia com que os seus personagens ganhassem vida nos quadrinhos com poses e musculaturas que fascinavam os adolescentes daquela época. Era ágil, poderoso, incrível a maneira como ele usava cada canto dos quadros. Até hoje ele é reverenciado por isso. Com os argumentos de Simon e o desenho de Kirby o Capitão América se tornou um grande sucesso.

Claro, tudo isso foi calculado. Primeiramente o uniforme, com as cores da bandeira americana. Quem em perfeito juízo iria se vestir daquele jeito em uma guerra, ainda mais a segunda guerra mundial, que inaugurou a guerra moderna e tecnológica!?

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Cores desbotadas

O artista francês Philippe Faraut é especialista em esculturas de retratos:

SHOW

Pra recordar

"Mas, será que o jovem Messi, Verón e Mascherano serão o bastante para compensar, no campo, as “loucuras” do técnico Maradona? Tenho cá minhas dúvidas."

José Maria de Aquino
Imagem: AP

A Justiça indiana condenou a dois anos de prisão oito pessoas por um vazamento de gás tóxico que matou milhares de pessoas na cidade de Bhopal, há mais de 25 anos.

O desastre, que, segundo a Justiça, teria sido causado por negligência, é considerado o acidente industrial mais grave da história. Exatamente por isso, grupos de direitos humanos consideraram a sentença como branda.

A tragédia teve início nas primeiras horas do dia 3 de dezembro de 1984, quando 40 toneladas do veneno isocianato de metila em estado gasoso começaram a vazar da fábrica de pesticidas da americana Union Carbide, localizada a menos de 5 quilômetros de Bhopal.

A substância, altamente tóxica, causa cegueira e leva ao bloqueio dos alvéolos pulmonares. Em pouco tempo, uma nuvem de gás letal atingiu Bhopal, onde viviam mais de 900 mil pessoas, a maioria em favelas.

Em apenas três dias, 3,5 mil pessoas morreram, segundo as estimativas oficiais, embora os números não oficiais se aproximem de 8 mil. Testemunhas da época contaram que a direção do vento é que definia, aleatoriamente, quem morria ao entrar em contato com a nuvem letal.

Caos e pânico tomaram a cidade à medida que dezenas de milhares de pessoas tentavam escapar do gás. Corpos de cães, gatos e pássaros se acumulavam nas ruas na mesma proporção em que as vítimas humanas enchiam os necrotérios.

Logo de início, mais de 20 mil pessoas requereram tratamento hospitalar por sintomas que incluíam inflamações nos olhos e dificuldades de respirar. Até hoje, Bhopal tem uma taxa atípica de enfermidades e de crianças portadoras de deformidades de nascença e deficiências de crescimento.

Segundo organizações de direitos humanos, o vazamento foi responsável por 20 mil mortes até hoje, afetando outras 600 mil.

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8 pessoas condenadas pelas mortes em Bophal, há mais de 25 anos

Por Juliana Sada

Em seu novo documentário, que estreia hoje, Oliver Stone veio à América do Sul para explorar os processos de mudanças e contestação pelos quais passa o continente. “Ao Sul da Fronteira” aponta o presidente da Venezuela Hugo Chávez como o pioneiro, deste movimento que levou presidentes de esquerda governo de diversos países. O documentário, que tem como co-roteirista o escritor paquistânes Tariq Ali, apresenta uma retrospectiva da história de Chavéz para então fazer um passeio pelo continente e seus expoentes. Stone entrevista Evo Morales, o casal Kirchner, Rafael Correa, Raúl Castro, Fernando Lugo e Lula. Ao mesmo tempo em que faz uma crítica à mídia pela cobertura feita sobre estes governantes.


Com todo este material reunido e tantas possibilidades, o filme deixa a desejar. A apresentação feita da Venezuela é mais do mesmo, a trajetória do Chávez e a tentativa de golpe são assuntos já explorados em outras obras e razoavelmente conhecidos. As entrevistas com os presidentes exploram pouca informação nova ou relevante, Stone apenas dá espaço para que os políticos repitam seu discurso. Quanto ao nosso presidente, o documentário faz uma ressalva: “as mudanças foram mais políticas que estruturais”.


Ainda que o público alvo fosse o que desconhece os processos, o documentário pecaria pela falta de contextualização. A Venezuela é ricamente explorada mas os outros interessantes processos de mobilização popular do continente não são abordados suficientemente. Outro problema é apontar Chávez como o pioneiro deste panorama. Apesar de ter sido o primeiro a chegar à presidência – exceto por Castro, obviamente – não foi ele que desencadeou este processo que tem um motivador mais amplo e comum aos países, o neoliberalismo. A conjuntura latino americana é muito similar sendo que o final da década de 90 e início dos anos 2000 é marcado por diversas manifestações populares que levaram estes presidentes ao poder, sendo todos resultado de uma mesma conjuntura.


Um trunfo do documentário é a crítica feita à mídia estadunidense, mostrando como esta repercute o discurso oficial sem nenhuma contestação. São apresentados desde casos bizarros, como a apresentadora que diz que Chávez é viciado em drogas por mascar “cacau” todas manhãs, até simbólicos como a retratação do jornal “New York Times” em seu editorial por ter apoiado o golpe contra o líder venezuelano. Quando Correa é questionado se a sua imagem na mídia estadunidense o preocupa, ele é direto: “eu me preocuparia se falassem bem de mim”.


A filmografia de Stone é abundante em política, já fez documentários sobre Fidel Castro, Yasser Arafat e questão palestina. Mesmo suas obras de ficção abordam o tema, entre seus filmes estão títulos sobre Bush Jr., Vietnã, El Salvador, Nixon e Kennedy. Mesmo assim, abordar a complexa realidade sul americana não é tarefa fácil, nem para os estudiosos. Stone tem o mérito de se embrenhar neste campo e registrar um momento histórico que seguramente terá importantes desdobramentos. “Ao Sul da Fronteira” vale ainda por ter um nome de peso na direção, o que já garante um alcance enorme para o documentário e sobretudo para os processos políticos por ele abordados

Veja o trailer do filme:



Fonte: Escrevinhador

A América progressista de Oliver Stone

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